
Nada como uma voltinha no carro alheio
julho 20, 2010Nossos amigos, flanelinhas, aprontando de novo. Você, que entrega seu automóvel, com chave e tudo, ao seu mais confiável servo, saiba que eles dão uma voltinha com o seu carro antes de estacioná-lo. E ainda dizem que foi você mesmo que emprestou. Pois, desta vez, uma dessas voltinhas custou caro.
O flanelinha Iedo dos Anjos Cândido, de 57 anos, foi preso em flagrante, na noite desta segunda-feira, horas depois de atropelar e matar a estudante Angélica Ramos da Silva, 29 anos, na Praia do Flamengo, na Zona Sul do Rio. O flanelinha, que tinha habilitação vencida, dirigia o Corsa Spirit (KON-1664), do advogado André Luís Guedes Valente, e voltava da Avenida Osvaldo Cruz, no Flamengo, onde havia deixado outro flanelinha.
“Eles (os clientes) sabem que a gente anda (com os carros). Eles deixam a chave dentro do carro”, disse o flanelinha. O advogado costumava deixar o carro e as chaves com o flanelinha, que atuava irregularmente na Praça General Molina, no Centro.
Fica o aviso para que nós cuidemos melhor do que é nosso para que não seja usado por mãos erradas e vidas inocentes tenham que pagar o preço. “Aconselho os motoristas a não deixarem as chaves com esses flanelinhas ilegais. Muitas vezes você acha que o seu carro está seguro e acaba envolvido em uma situação como essa. O dono do carro poderia até acabar sendo acusado do crime, caso não tivesse denunciado o verdadeiro responsável. É muito perigoso deixar o seu carro com qualquer um”, alertou o delegado Mário de Andrade que cuidou do caso.
Por um Rio mais seguro e de responsabilidade social.
Forte Abraço!
Rommel